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SalesLab aposta na formação de profissionais de vendas e já empregou 137 closers e SDRs

SalesLab aposta na formação de profissionais de vendas e já empregou 137 closers e SDRs

A SalesLab, empresa de Curitiba especializada na formação de profissionais de vendas, já empregou 137 pessoas em vagas de closer e SDR e atendeu mais de 800 companhias com uma equipe de cinco funcionários, invertendo a lógica do recrutamento comercial ao qualificar o candidato antes de encaminhá-lo ao mercado.

A empresa atua em duas frentes: prepara o vendedor generalista para funções especializadas e encaminha esse profissional às companhias que precisam de time comercial. O modelo nasceu da experiência do fundador, Pedro Sirius, em operações de venda ativa. A operação é conduzida por cinco funcionários, a partir de uma unidade presencial na capital paranaense.

A empresa de Curitiba que forma o vendedor antes de encaminhá-lo ao mercado

A SalesLab qualifica o candidato antes de apresentá-lo às vagas, invertendo a ordem habitual do recrutamento comercial no país.

A formação de profissionais de vendas acontece antes da entrada no banco de talentos, com investimento de tempo e recurso do próprio candidato. Só depois dessa etapa o nome é oferecido às empresas que buscam time comercial. A ordem inversa é o traço central do modelo.

A companhia se apresenta como uma escola de vendas, formato que descreve o posicionamento assumido diante do mercado de recrutamento comercial. A leitura da empresa é que nenhum serviço de intermediação de currículos especializa o candidato antes de colocá-lo à disposição de quem contrata.

O recorte interessa a duas pontas. De um lado, empresários do Paraná e de outros estados relatam dificuldade para montar equipe comercial. De outro, profissionais de vendas procuram vagas com remuneração compatível com o esforço da rotina de prospecção e fechamento.

Quanto ganha o vendedor generalista e onde a especialização entra

O vendedor de comércio varejista tem salário médio de R$ 1.926,64, segundo o Portal Salário, que compila registros do CAGED.

A amostra reúne 2.077.092 profissionais registrados na ocupação, o que dá à média o peso de régua nacional do cargo. É contra esse patamar que a especialização comercial é apresentada como salto de renda ao profissional. O número também explica a procura por funções mais bem remuneradas dentro da própria área.

O valor está disponível na página da ocupação de vendedor de comércio varejista, identificada pelo código CBO 5211-10, e resume o rendimento de mais de 2 milhões de profissionais registrados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

A média nacional serve de ponto de partida para entender por que a formação de profissionais de vendas virou argumento de carreira.

A régua tem uma segunda camada.

A Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), mantida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), identifica as ocupações do mercado de trabalho para fins classificatórios em registros administrativos.

O próprio ministério registra que os efeitos de uniformização da tabela são de ordem administrativa e não se estendem às relações de trabalho, ou seja, a classificação descreve a função sem fixar exigência de qualificação para exercê-la.

É nessa brecha que empresas de especialização comercial dizem atuar.

Como funciona a formação de closers e SDRs na prática

A formação de profissionais de vendas separa duas funções que o vendedor tradicional costuma acumular sozinho.

O closer é o profissional que conduz a etapa final da negociação e fecha o contrato com o cliente. O SDR, ou Sales Development Representative, prospecta e qualifica os contatos antes de passá-los adiante. A divisão permite que cada etapa do processo comercial seja tratada por quem treinou para ela.

O preparo é presencial e acontece em edições de imersão realizadas na unidade de Curitiba, já em sua quarta edição.

O foco recai sobre a rotina de venda ativa: como iniciar o contato frio, como conduzir uma reunião comercial e como sustentar a negociação até o fechamento, sem depender de tráfego pago ou de produção de conteúdo para gerar demanda.

Concluída a etapa de qualificação, o profissional entra no banco de talentos e passa a ser apresentado às empresas que buscam reforço comercial. O encaminhamento é feito caso a caso, de forma manual, o que explica o volume ainda enxuto de colocações em relação ao tamanho do mercado.

Como a trajetória do fundador moldou o modelo de preparo comercial

Pedro Sirius começou vendendo sanduíche na rua e transformou a vivência comercial em método de qualificação.

O fundador acumula mais de 10 mil calls de vendas e projetos em mais de 12 países. São cerca de 10 anos de mercado, construídos em operações de prospecção ativa e fechamento. A experiência virou o desenho do preparo oferecido hoje ao profissional comercial.

O ponto de virada foi um desafio operacional: estruturar do zero uma equipe capaz de vender para público frio, sem apoio de mídia paga. A operação chegou a cinco vendedores atuando por prospecção ativa.

Ao acompanhar a rotina desse time, o fundador passou a conectar vendedores a vagas melhores, e essa ponte entre profissional qualificado e empresa contratante virou o negócio.

A tese que a empresa defende no mercado nasce da mesma vivência.

Terceirizar por completo a área comercial, tratada internamente como o centro do negócio, tende a não funcionar, porque a operação de venda depende de gente formada dentro do contexto de quem contrata.

Os números da operação e o aval de um investidor anjo

A operação soma 137 profissionais empregados e mais de 800 empresas atendidas em diferentes soluções.

Os números vêm de uma estrutura de cinco funcionários, com unidade presencial em Curitiba. A colocação é feita de forma manual, caso a caso, entre banco de talentos e empresas contratantes. O modelo recebeu aporte de um investidor anjo, que passou a apoiar a operação.

O contraste entre a equipe reduzida e o volume de empresas atendidas ajuda a dimensionar a demanda. Mais de 800 companhias passaram por alguma das soluções da casa, número que sugere procura constante por profissional comercial preparado. Entre os públicos atendidos estão escritórios de advocacia que estruturaram processos de prospecção ativa para falar diretamente com o decisor.

O aporte do investidor anjo funciona como validação externa do desenho.

Para uma empresa de estrutura enxuta, o aval de um investidor com trânsito no varejo e na alimentação sinaliza que a formação de profissionais de vendas é lida como oportunidade de mercado, e não apenas como serviço de recrutamento.

O que o modelo muda para quem contrata e para quem procura vaga

Para a empresa, o ganho está em receber um profissional que já chega com função definida.

Para o profissional, a especialização abre acesso a vagas com remuneração acima da régua da ocupação generalista. O elo entre qualificar e colocar é o que separa esse desenho do recrutamento convencional. Nos dois lados, o resultado depende de o preparo ser concluído antes da entrada no mercado.

A formação de profissionais de vendas também muda a conversa na hora da contratação. Em vez de discutir currículo e tempo de casa, empresa e candidato passam a falar de função, etapa do processo comercial e rotina de trabalho. É uma linguagem mais próxima da operação do que da seleção tradicional.

O caminho não serve a todo mundo.

Quem procura colocação imediata, sem disposição para investir tempo e recurso próprio na qualificação, tende a não se encaixar no percurso, porque o preparo antecede a apresentação às vagas.

Do lado das empresas, quem espera entregar toda a área comercial a um terceiro encontra na própria tese da casa o contraponto, já que o time de vendas é tratado como estrutura interna, e não como serviço destacável.

Para o mercado de trabalho brasileiro, o experimento tem um valor específico. A capacitação de times de vendas costuma ser tratada como despesa interna das companhias, enquanto a régua pública da ocupação segue baixa.

Uma empresa pequena do Sul do Brasil, com unidade em Curitiba, testando o percurso completo entre qualificar e empregar mostra que o preparo do profissional comercial pode ser desenhado como caminho de carreira, e não apenas como treinamento avulso.

Tiago

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