Today quinta-feira, 13th agosto 2026
Imprensa e Mídia

Notícias de Uberlândia, Brasil e Mundo

Topway Fit

LOG18K planeja novas bases para o e-commerce no interior do Brasil

LOG18K planeja novas bases para o e-commerce no interior do Brasil

O e-commerce no interior do Brasil deixou de ser promessa e virou volume medido. As pequenas e médias empresas sediadas em capitais aumentaram em 194% o envio de pacotes para cidades fora dos grandes centros. O dado é do Mapa da Logística, levantamento da Loggi.

Há um segundo movimento no mesmo levantamento sobre o envio de pacotes de PMEs, menos comentado. O volume despachado por empresas já instaladas no interior cresceu 80%, e Uberlândia aparece entre as cidades citadas. O interior passou a funcionar também como ponto de partida.

O que o volume de pacotes revela sobre o e-commerce no interior do Brasil

O crescimento de 194% mostra que a demanda fora das capitais já não é exceção geográfica.

O número compara o envio de pacotes de empresas sediadas em capitais como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. É o retrato de quem compra. O que ele não explica é como esse pedido chega ao endereço final.

No sentido das capitais para fora delas, o levantamento cita destinos como Ribeirão Preto, no interior paulista, e Vila Velha, no Espírito Santo.

O avanço de 80% no fluxo entre cidades interioranas conta a outra metade da história.

Empresas instaladas fora das capitais passaram a despachar para vizinhas de porte parecido, formando rotas que antes não existiam no mapa. Uberlândia, no Triângulo Mineiro, está entre as cidades nominadas nesse fluxo, ao lado de nomes como Londrina, Joinville e Maringá.

Um terceiro indicador completa o quadro.

O uso dos chamados pontos de recebimento, locais de comércio que funcionam como balcão de postagem e retirada de encomendas, cresceu 22% de um trimestre para o outro.

Quando o consumidor busca o pacote em vez de esperar em casa, a última etapa da entrega fica mais barata.

Esses três números descrevem o apetite do e-commerce no interior do Brasil. O consumo digital em cidades médias cresce, se espalha e encontra novos formatos de retirada. Nenhum deles responde onde a mercadoria precisa estar guardada para que o prazo prometido na tela seja cumprido.

Por que entregar fora das capitais ainda custa mais caro e demora mais

A distância entre o estoque e o comprador é o que define prazo e frete, muito antes da rota escolhida.

Um pedido feito em uma cidade média sai de um centro de distribuição e passa por separação e conferência. Depois é despachado, entra em um terminal de transferência e só então segue para a entrega final. Cada etapa adiciona horas.

Quando o estoque está a mil quilômetros do comprador, o percurso vira o maior componente do prazo.

É aqui que entra o termo fulfillment, que descreve a operação de guardar o produto, separar o pedido, embalar e despachar em nome da marca que vendeu.

Quem presta esse serviço opera a partir de uma base logística, o galpão onde a mercadoria fica armazenada. A localização dessa base é o que determina se a cidade média recebe em 2 dias ou em 7 dias.

O portal E-commerce Planet descreve essa virada como uma nova fase do delivery no interior, que sai da lógica de abrangência e passa para a de profundidade.

Cobrir o interior parou de ser desenhar uma rota mais longa. Passou a exigir presença instalada.

O efeito vai além do frete.

Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a interiorização das vendas online favorece a formalização de pequenos negócios e amplia a geração de renda local.

Quando a infraestrutura chega, quem vende naquela cidade também muda.

A LOG18K planeja sair da base única de Curitiba

A empresa opera hoje a partir de um único estado e projeta abrir bases logísticas em outros pontos do país.

A LOG18K atua no fulfillment de marcas de suplementos e nutracêuticos. A operação funciona a partir de Curitiba, no Paraná, e atende clientes em todo o território nacional. São mais de 60 mil produtos movimentados por mês, para mais de 30 operações ativas.

A empresa é um operador logístico especializado, com tecnologia própria integrada às principais plataformas de comércio eletrônico. Todo o atendimento ao e-commerce no interior do Brasil parte hoje desse único endereço. Cada pedido que sai de Curitiba para uma cidade do Nordeste ou do Centro-Oeste carrega essa distância dentro do prazo de entrega.

O plano declarado é ampliar a atuação para novas bases logísticas em diferentes estados brasileiros. A companhia não divulgou cidades, prazos ou valores para essa expansão, e trata o movimento como projeção, não como obra em andamento.

Para o segmento em que atua, a conta tem um peso adicional.

Suplementos e nutracêuticos são produtos de alto giro e recompra frequente, em que o comprador tende a repetir o pedido quando a entrega anterior chegou rápido.

Nesse cenário, a decisão de onde instalar uma base deixa de ser detalhe operacional e vira posição competitiva.

Modelo de operação Prazo para cidades distantes Cobertura Complexidade de gestão
Base logística única Mais longo, porque todo pedido parte do mesmo ponto Nacional, com custo crescente conforme a distância Menor, com estoque concentrado
Rede descentralizada Mais curto, com estoque próximo do comprador Regional em cada base, somando cobertura nacional Maior, com estoque dividido e reposição por praça

Como a importação entra no plano de expansão

A empresa também pretende estruturar atendimento a operações de importação, o segundo eixo do plano.

Marcas que trazem produto de fora enfrentam uma cadeia mais longa, com desembaraço aduaneiro, conferência e armazenagem antes da venda. Quando esse trecho é feito longe do consumidor final, o atraso se soma ao percurso doméstico. A conta chega ao comprador em forma de prazo maior.

Estruturar esse atendimento significa preparar a operação para receber cargas importadas e colocá-las no mesmo fluxo de separação e despacho já usado pelas marcas nacionais. Para o e-commerce no interior do Brasil, o efeito prático seria encurtar também o trecho que antecede a venda. A empresa apresenta o movimento como plano para os próximos anos, sem detalhamento de cronograma.

O que muda para as marcas que vendem para cidades médias

Para quem vende, a descentralização muda a promessa de prazo que aparece na tela do comprador.

Uma marca com estoque concentrado em uma capital consegue vender para todo o país. Ela paga essa escolha em dias de trânsito e em frete mais alto por pedido distante. Ao distribuir estoque, encurta o percurso e assume a reposição em mais de um endereço.

Nem toda operação precisa desse passo.

Marcas com volume baixo, catálogo pequeno ou concentração de vendas em uma única região costumam ser bem atendidas por uma base só, e dividir estoque cedo demais gera custo sem retorno visível.

O ponto de virada aparece quando a fatia de pedidos vindos do interior cresce a ponto de o prazo virar motivo de desistência.

O levantamento da Loggi mostra que essa fatia está crescendo.

Ao planejar novas bases, operadores como a LOG18K sinalizam o outro lado da mesma equação: a estrutura instalada que sustenta o e-commerce no interior do Brasil e define quanto tempo o pacote leva para chegar.

Tiago

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

Leia também x