Governador eleva o tom contra concessionária e cobra “sensibilidade” do Ministério de Minas e Energia após decisão unânime da Aneel por caducidade
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), subiu o tom nesta terça-feira (7) ao comentar a crise na distribuição de energia no estado. Em agenda na região metropolitana, o chefe do executivo paulista classificou uma eventual renovação de contrato com a Enel como uma “agressão” aos cidadãos. A declaração ocorre poucas horas após a Aneel decidir, por unanimidade, recomendar a abertura do processo de caducidade (extinção) da concessão.
Tarcísio destacou que a prestação de serviço da empresa atingiu um nível “intolerável”, citando o apagão de dezembro de 2025, que deixou 4,2 milhões de clientes desassistidos, como o ponto de ruptura. Segundo o governador, o descaso da companhia tem impactado inclusive o cronograma de obras estruturantes, como a Linha 6-Laranja do Metrô, alegando que a Enel estaria criando dificuldades para o fornecimento de energia necessário à operação.
🏛️ Pressão Política: O Embate com o Governo Federal
O governador não poupou críticas ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Tarcísio cobrou que a pasta federal tenha a mesma “sensibilidade” demonstrada pela Aneel e criticou o que chamou de “flutuações de opinião” do ministro. O Palácio dos Bandeirantes agora lidera uma frente conjunta com a Prefeitura de São Paulo para garantir que o processo técnico da agência reguladora resulte em uma decisão política de rescisão contratual.
| Ponto Crítico | Impacto Relatado pelo Governador |
| Eventos Climáticos | Milhões de usuários esperando dias pelo religamento. |
| Infraestrutura | Atrasos potenciais na entrega da Linha 6-Laranja do Metrô. |
| Relação Institucional | Descaso e descompromisso com metas de recuperação. |
| Caminho Jurídico | Processo de 30 dias para defesa antes da palavra final do MME. |
🎙️ A Posição da Enel e os Próximos Passos
Em resposta, a Enel SP minimizou a recomendação, afirmando que a Aneel apenas “instaurou um procedimento para avaliar o tema”. A companhia reiterou que confia nos fundamentos técnicos de sua operação e que cumprirá todas as etapas para demonstrar o atendimento aos indicadores contratuais. No entanto, com a recomendação de caducidade agora oficializada pela Aneel, a empresa tem 30 dias para apresentar uma defesa robusta, caso contrário, o Ministério de Minas e Energia poderá decretar o fim definitivo da concessão.
