Carlos Viana, Cleitinho Azevedo e Renzo Braz votaram a favor da proposta, aprovada em dois turnos por 75 votos favoráveis e um contrário
O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (14 de outubro de 2026), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de serviço para ter apenas um dia de descanso. A matéria foi aprovada em dois turnos, com 75 votos favoráveis e apenas um contrário, e segue para promulgação.
Os três representantes de Minas Gerais no Senado votaram a favor da proposta: Carlos Viana (PSD), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Renzo Braz (Progressistas). Com isso, a bancada mineira apoiou integralmente a mudança nas regras da jornada de trabalho.
O resultado representa um avanço na discussão nacional sobre a redução da jornada de trabalho e a ampliação do período de descanso semanal dos trabalhadores brasileiros.
O que muda com o fim da escala 6×1?
A PEC estabelece a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com direito a dois dias de repouso remunerado por semana, preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.
De acordo com o cronograma previsto no texto aprovado, dois meses após a promulgação da emenda, a jornada máxima semanal será reduzida para 42 horas. Depois de um ano, o limite passará a ser de 40 horas semanais, respeitado o limite de oito horas diárias.
A mudança busca ampliar o tempo disponível para descanso, convivência familiar, lazer e cuidados pessoais. A escala 6×1 é adotada em diferentes setores da economia, incluindo comércio, serviços, supermercados e atividades que exigem funcionamento contínuo.
Como votaram os senadores de Minas Gerais?
Os três senadores mineiros foram favoráveis à PEC do fim da escala 6×1:
- Carlos Viana (PSD-MG): votou a favor.
- Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG): votou a favor.
- Renzo Braz (Progressistas-MG): votou a favor.
A votação teve ampla maioria favorável no Senado. O único voto contrário nos dois turnos foi o do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Próximos passos
Com a aprovação nos dois turnos pelo Senado, a PEC segue para promulgação. A implementação das novas regras deverá respeitar o calendário de transição estabelecido no texto constitucional.
A medida tem potencial para alterar a organização das jornadas em diferentes setores da economia brasileira. A aplicação das novas regras e a adaptação das empresas estarão entre os pontos acompanhados por trabalhadores, empregadores e representantes de diversas categorias profissionais.
O tema ganhou espaço no debate público por envolver diretamente as condições de trabalho, o descanso semanal remunerado e a qualidade de vida de milhões de brasileiros.
