Por João Inácio Vidall – especial para o Imprensa & Mídia
A aguardada estreia de Boninho na Record, com o reality “Casa do Patrão” na noite desta segunda-feira (27), não passou ilesa pelo crivo das redes sociais. Cercado de expectativa após sua saída da Globo, o diretor estreou sob uma onda de críticas que já classifica a atração como um possível “flop”.
Dados prévios da Kantar Ibope mostram que, às 23h09, o programa registrava 4,4 pontos na Grande São Paulo.
Apesar de toda a expectativa em torno da estreia, o índice indica um desempenho aquém do que se projetava.
Ainda assim, o número foi suficiente para garantir a vice-liderança isolada para a Record, à frente do SBT no horário.
O desempenho, no entanto, levanta alerta: a atração herdou 3,8 pontos e teve crescimento discreto, permanecendo distante da Globo, que liderava com folga acima dos 16 pontos.
Nas redes sociais, o tom predominante foi de estranhamento. As críticas se concentraram na qualidade da imagem, com queixas sobre falta de nitidez, cores apagadas e iluminação considerada antiquada.
As comparações com o Big Brother Brasil surgiram de forma imediata.
Já o especialistas apontam que a diferença pode estar ligada a fatores técnicos, como compressão de sinal e configuração de câmeras, além de um ambiente menos controlado em relação ao padrão adotado pela Globo.
Apresentado por Leandro Hassum e produzido em parceria com o Disney+, o reality busca construir identidade própria.
No entanto, a recepção inicial foi marcada por desconfiança, especialmente diante da expectativa de inovação associada ao nome de Boninho.
Parte do público avalia que o padrão de qualidade esperado não foi entregue na estreia, o que gerou uma série de memes comparando a produção a câmeras de segurança e tecnologias defasadas.
O cenário é de pressão por ajustes.
Embora a vice-liderança funcione como um alívio inicial, a repercussão negativa nas redes sociais pode impactar o engajamento e a permanência do público.
O “Casa do Patrão” ainda tem espaço para crescer, mas começa sua trajetória sob o desafio de reverter a primeira impressão e atender a um público cada vez mais exigente — percepção que, ao menos neste início, também encontra reflexo nos números de audiência.
