Homem procurado por matar mulher trans em Uberaba é localizado pela PM e morre durante ação para cumprimento de mandado
Por: João Inácio Vidall
O homem investigado pela morte da mulher trans Riana morreu durante uma ação da Polícia Militar na noite de quinta-feira (18), em Uberaba. Segundo a corporação, ele foi localizado em uma chácara na região da Gleba Santa Mônica, reagiu à abordagem atirando contra os policiais e acabou sendo baleado. O suspeito chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com a Polícia Militar, as equipes cumpriam um mandado de prisão expedido pela Justiça em razão do homicídio registrado em 17 de maio. Durante a ocorrência, foi apreendido um revólver calibre .38 com numeração raspada. Nenhum militar ficou ferido.
Por se tratar de uma morte decorrente de intervenção policial, o caso seguirá os procedimentos legais previstos para esse tipo de ocorrência.
RELEMBRE O CASO
Riana foi baleada em 17 de maio, em uma residência em Uberaba. Conforme as investigações da Polícia Civil, o suspeito havia contratado um programa sexual com ela e outra mulher trans. Após deixar o imóvel, ele percebeu que estava sem o celular e retornou ao local acusando as duas de terem furtado o aparelho.
Segundo testemunhas, as mulheres negaram ter pegado o telefone. Durante a discussão, o homem sacou uma arma e atirou contra Riana. Em seguida, fugiu em uma caminhonete. A outra mulher que estava no local não foi ferida.
A vítima ainda foi encontrada com vida por um morador, que a levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) São Benedito. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu aos ferimentos.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontaram que o crime teria sido motivado por uma falsa suspeita de furto. No dia seguinte ao homicídio, policiais civis foram até a residência do investigado para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão. Durante as diligências, os agentes encontraram o celular que ele afirmava ter sido levado.
O aparelho estava na própria casa do suspeito, reforçando a principal linha investigativa de que ninguém havia furtado o telefone.
Com a prisão preventiva decretada pela Justiça, o homem era considerado foragido desde então. Mais de um mês após o crime, ele foi localizado pela Polícia Militar, mas morreu durante a ação para cumprimento do mandado.
