Com mais de 93 mil admissões nos primeiros seis meses do ano, o mercado de trabalho regional mantém trajetória de crescimento, impulsionado principalmente pelo setor de serviços e pela busca por trabalhadores jovens.
A economia da Região Metropolitana de Uberlândia encerrou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo na geração de empregos formais. Segundo dados divulgados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), a região registrou 93.345 admissões e 90.115 desligamentos entre janeiro e junho, resultando em um saldo positivo de 3.230 postos de trabalho com carteira assinada.
O ritmo de contratações manteve-se aquecido no último mês do período. Em junho, foram contabilizadas 14.802 admissões frente a 14.163 demissões na região, gerando um superávit de 639 novas vagas. O levantamento abrange 11 municípios do Triângulo Mineiro: Araguari, Araporã, Campina Verde, Canápolis, Cascalho Rico, Centralina, Indianópolis, Monte Alegre de Minas, Prata, Tupaciguara e Uberlândia.
Setor de Serviços lidera contratações
O motor do emprego regional continuou sendo o setor de serviços, responsável por 44,35% de todas as contratações do semestre, totalizando 41.396 admissões. Em segundo lugar ficou o comércio, com 22.199 contratações (23,78%), seguido pela indústria, que absorveu 11.992 trabalhadores (12,85%).
A dinâmica se repetiu no mês de junho, no qual o setor de serviços voltou a liderar com 6.562 contratações (44,33%), acompanhado pelo comércio (3.543 vagas / 23,94%) e pela indústria (1.803 vagas / 12,18%).
Perfil dos contratados: Jovens e Ensino Médio predominam
O perfil das admissões no primeiro semestre revela a força da juventude e da escolaridade intermediária no mercado de trabalho regional:
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Gênero: 57,06% dos contratados foram homens e 42,94% mulheres.
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Escolaridade: A maioria expressiva dos trabalhadores admitidos possui ensino médio completo (61,79%).
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Faixa Etária: Os jovens de 18 a 24 anos concentraram 27,39% do total de contratações, destacando-se como a fatia mais movimentada do mercado.
Para Danieli Covaleski, gerente da Employer Recursos Humanos na Região Metropolitana de Uberlândia, os indicadores reforçam a solidez da economia local.
“Os dados mostram um mercado de trabalho diversificado, com oportunidades distribuídas entre diferentes setores da economia. Esse cenário reforça a importância de acompanhar as demandas das empresas e preparar profissionais para atender às necessidades do mercado”, avalia a especialista.
Trabalho temporário é ponte para a efetivação
Como alternativa estratégica para lidar com oscilações sazonais do mercado e suprir demandas pontuais das empresas, a modalidade de trabalho temporário vem se consolidando na região e no país.
No cenário nacional, o Brasil abriu mais de 921 mil vagas formais no primeiro semestre (com 13,9 milhões de admissões e 13,04 milhões de desligamentos). Nesse panorama, o trabalho temporário respondeu por um saldo positivo de 30.054 vagas no país (537.181 admissões frente a 507.127 desligamentos).
Segundo Danieli Covaleski, a modalidade funciona como uma porta de entrada estratégica para o mercado:
“O trabalho temporário continua sendo uma ferramenta estratégica para as empresas e uma oportunidade para muitos profissionais ingressarem ou retornarem ao mercado formal.”
Quais são os direitos do trabalhador temporário?
Regido pela Lei 6.019/1974, o trabalho temporário garante registro em carteira e direitos trabalhistas e previdenciários equivalentes aos dos demais trabalhadores contratados:
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Duração do contrato: Até 180 dias, podendo ser prorrogado por mais até 90 dias. A efetivação pode ocorrer a qualquer momento nesse intervalo.
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Direitos trabalhistas: Pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado (DSR), 13º salário e férias proporcionais ao período trabalhado.
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FGTS e Previdência: Depósito de 8% de FGTS sobre os proventos e contagem do tempo de serviço para aposentadoria e benefícios previdenciários (respeitada a carência mínima).

