Polícia Civil conclui investigação sobre desvio de R$ 1,7 milhão em clínica médica de Uberlândia; o principal envolvimento seria um funcionário da clínica que tinha acesso às contas bancárias
Por: João Inácio Vidall
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Unidade de Enfrentamento aos Crimes de Fraudes de Uberlândia, concluiu uma investigação sobre um esquema de desvio de dinheiro e lavagem de capitais em uma clínica médica da cidade. O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 1,7 milhão.
Segundo a investigação, o principal suspeito era o administrador financeiro da clínica e tinha acesso às contas bancárias e aos sistemas internos da empresa. Ele teria usado essa posição de confiança para desviar valores ao longo de vários anos.
Os valores eram transferidos para contas pessoais do investigado, para empresas ligadas a ele e também para contas de terceiros. O objetivo, segundo a polícia, era esconder a origem do dinheiro e dificultar o rastreamento dos recursos.
As investigações indicam que o dinheiro desviado foi usado na compra de bens de alto valor, como um imóvel em condomínio de alto padrão em Uberlândia e veículos, além do pagamento de despesas pessoais incompatíveis com a renda declarada.
Nesta sexta-feira (19/06/26), a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça de Uberlândia. A ação ocorreu em um imóvel localizado em um condomínio de alto padrão na cidade, onde foram recolhidos materiais que serão analisados pela perícia.
Também foram cumpridas medidas judiciais para garantir o ressarcimento do prejuízo. A Justiça determinou o sequestro do imóvel ligado ao caso, o bloqueio de valores em contas bancárias e outras restrições sobre o patrimônio dos investigados.
Durante a operação, dois veículos apontados como resultado do crime foram localizados e apreendidos, ficando à disposição da Justiça para possível reparação dos danos.
O inquérito foi concluído com o indiciamento do principal suspeito por furto qualificado mediante fraude eletrônica, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Uma segunda investigada também foi indiciada por lavagem de dinheiro, por supostamente ter ajudado a ocultar os valores por meio de movimentação em conta bancária.

