Férias coletivas e paradas programadas de dezembro costumam ser aproveitadas pela indústria para limpezas, inspeções e reparos que não podem ser feitos com a linha em operação. Boa parte desses serviços acontece em tanques, silos, galerias, poços e caixas subterrâneas, ambientes classificados como espaços confinados pela Norma Regulamentadora 33 (NR-33). Em regiões agrícolas como o Triângulo Mineiro, o período também é de preparação de silos e armazéns para a colheita da soja, que começa no início do ano.
A norma define espaço confinado como qualquer área não projetada para ocupação humana contínua, com meios limitados de entrada e saída e ventilação insuficiente. Para liberar a entrada, a empresa precisa emitir a Permissão de Entrada e Trabalho (PET), avaliar a atmosfera e manter um vigia do lado de fora, em comunicação permanente com quem está dentro. A atualização da NR-33 trazida pela Portaria MTP nº 1.690, de 2022, reforçou as exigências de capacitação de trabalhadores, vigias e supervisores.
Ventilação mecânica é condição para a entrada
Espaços confinados acumulam gases porque a troca natural de ar é pequena. O risco pode vir do próprio local, como o sulfeto de hidrogênio em redes de esgoto e o dióxido de carbono em silos, ou do serviço executado, como fumos de solda e vapores de solventes. Há ainda a possibilidade de deficiência de oxigênio.
A ventilação mecânica dilui e remove esses contaminantes antes e durante a entrada, mas não substitui o monitoramento contínuo com detector de gases. Locação de exaustor para espaço confinado é a alternativa de empresas que precisam do equipamento só durante a parada. O dimensionamento parte do volume do espaço e do número de trocas de ar por hora, considerando a perda de carga do mangote. Em áreas com possibilidade de atmosfera explosiva, o motor deve ser certificado para essa condição. A Acromax trabalha com modelos para diferentes volumes e classificações de área.
Tripé garante descida controlada e retirada sem que o vigia entre
Nas aberturas verticais, como bocas de visita e acessos de tanques, o tripé posicionado sobre o acesso sustenta o guincho de içamento e o trava-quedas retrátil com recolhimento de resgate. Com o conjunto, o trabalhador desce e sobe preso ao cinturão, e o vigia consegue retirá-lo em uma emergência sem entrar no espaço.
Aluguel de tripé para espaço confinado exige conferir altura máxima, abertura das pernas e carga de trabalho informada pelo fabricante, que deve considerar o peso do trabalhador com equipamentos ou de uma vítima em maca. Guincho e trava-quedas precisam ser compatíveis com os pontos de ancoragem do tripé.
Montagem errada compromete o resgate
O tripé deve ficar sobre piso firme e nivelado, com as sapatas travadas e a abertura centralizada sob o ponto de içamento, para que o cabo desça na vertical. Já o ventilador precisa ter a tomada de ar longe de escapamentos de geradores e caminhões, com o mangote alcançando a área de trabalho. A ventilação começa antes da entrada, para que a nova medição de gases confirme condições adequadas.
Documentos da locação devem acompanhar a PET
Antes de cada uso, a equipe deve inspecionar o tripé, os cabos do guincho e do trava-quedas, o mangote e as conexões do ventilador. Na locação, é importante pedir os registros de inspeção dos equipamentos contra quedas, o manual do fabricante e, no caso de ventiladores para área classificada, o certificado de conformidade. Os documentos devem ser anexados à PET e ao plano de resgate, junto com a confirmação de que a equipe foi treinada no modelo utilizado.






