O seguro de automóveis movimentou R$ 30,7 bilhões em prêmios no primeiro semestre de 2026, crescimento nominal de 6,3% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Para o ano, a entidade projeta alta de 7,8% no ramo e avalia que o desempenho da indústria automobilística e os estímulos à compra de veículos novos devem sustentar o resultado.
Mesmo com a expansão, a proteção ainda alcança uma parcela pequena da frota: levantamento divulgado pela CNseg em julho aponta que cerca de 29% dos veículos em circulação no país têm seguro. Para quem vai contratar, especialmente no caso de carros usados, uma etapa costuma definir o andamento da proposta: a vistoria prévia.
Por que a seguradora pede a inspeção
A vistoria prévia documenta o estado do veículo no início da cobertura. Ela registra avarias já existentes, como amassados, riscos e para-brisa trincado, e confirma que o carro apresentado corresponde ao que foi informado na proposta. Assim, a seguradora evita indenizar danos anteriores à contratação.
A exigência é comum para usados, para veículos que estavam sem seguro havia algum tempo e em trocas de seguradora sem bônus comprovado. Carros zero-quilômetro retirados com nota fiscal recente geralmente são dispensados, mas a regra varia entre as companhias.
Fotos, chassi e acessórios entram no registro
O vistoriador fotografa o veículo por todos os ângulos e registra hodômetro, numeração do chassi, gravação dos vidros e placa, além de acessórios que alteram o valor segurado, como rodas especiais, multimídia, engate e blindagem. Vistoria veicular para seguradoras é um dos serviços da Russo Vistorias, que envia o registro fotográfico detalhado à companhia junto com o relatório.
Divergência entre chassi e documento, sinais de remarcação, ausência de gravação nos vidros e avarias estruturais graves podem levar à recusa do risco. Danos menores não impedem a contratação, mas ficam fora da cobertura até o reparo e uma nova vistoria. Acessórios não declarados ou uso comercial omitido podem gerar perda do direito à indenização se forem descobertos depois de um sinistro.
Laudo do Detran tem outra finalidade
Diferente da inspeção pedida pela seguradora, que é um procedimento contratual, o laudo de vistoria de identificação veicular é emitido por empresa credenciada pelo Detran e tem efeito sobre o registro do veículo. Ele é exigido em serviços como transferência de propriedade, mudança de município e alteração de características.
Laudo de vistoria veicular tem prazo de validade definido pelo Detran de cada estado e precisa ser refeito se o processo não for concluído a tempo. Um documento não substitui o outro, mas quem está comprando um usado e já vai contratar o seguro pode agendar as duas inspeções no mesmo dia, desde que a empresa seja credenciada para ambas.
Como se preparar para a vistoria
Leve o documento do veículo, um documento pessoal e, no caso do seguro, o número da proposta. Carro limpo, inclusive no compartimento do motor, facilita a leitura das gravações. Faróis, lanternas e setas devem estar funcionando, e os pneus, em bom estado.
Nas vistorias feitas por aplicativo, aceitas por algumas seguradoras, a orientação é seguir a ordem das fotos pedidas e fazer as imagens com boa iluminação, sem cortes na placa ou no chassi.






