Domingo, 1 de novembro de 2026
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Captação de leite bate recorde no início de 2026 e Minas lidera entregas aos laticínios

IBGE registrou 6,78 bilhões de litros adquiridos no primeiro trimestre; com mais volume no processamento, o estado das placas dos trocadores de calor pesa no custo e na segurança do tratamento térmico

Placas do trocador de calor: o componente que decide o desempenho da pasteurização

Os laticínios brasileiros adquiriram 6,78 bilhões de litros de leite cru no primeiro trimestre de 2026, o maior volume para o período na série histórica iniciada em 1997, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representou alta de 2,6% sobre o mesmo trimestre de 2025. Minas Gerais manteve a liderança, com 23,5% da captação nacional, à frente de Paraná (15,6%) e Rio Grande do Sul (13,5%).

O ritmo desacelerou no segundo trimestre, com alta de 1% na comparação anual, mas o semestre fechou com 13,4 bilhões de litros adquiridos, avanço de 1,8%, de acordo com a Pesquisa Trimestral do Leite. Todo esse volume passa por tratamento térmico antes de chegar ao consumidor, e boa parte do processo acontece dentro de trocadores de calor a placas.

Placas definem quanto calor passa de um lado para o outro

As placas são chapas finas de aço inoxidável estampadas com corrugações em formato de espinha de peixe, que criam turbulência e aumentam a troca térmica mesmo em velocidades baixas. A espessura costuma ficar entre 0,4 mm e 0,8 mm. O aço AISI 316L é o mais usado na indústria de alimentos, pela resistência à corrosão e aos produtos de limpeza, e o titânio aparece quando o fluido de serviço tem alto teor de cloreto.

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As gaxetas vedam o pacote e direcionam o fluxo para os canais certos. O NBR é indicado para produtos com gordura, como leite e creme, e o EPDM resiste melhor a vapor, água quente e soluções alcalinas. Placas para trocador de calor de reposição devem ser pedidas com o modelo do equipamento, o produto processado e a temperatura máxima de trabalho, para que placa e gaxeta cheguem compatíveis.

No pasteurizador, o leite passa por regeneração, aquecimento e resfriamento

Em um pasteurizador do tipo HTST, o mesmo quadro de placas é dividido em seções. Na regeneração, o leite frio que entra é aquecido pelo leite quente que sai, o que recupera a maior parte da energia. Depois vêm o aquecimento com água quente, o tubo de retenção e o resfriamento com água de torre ou água gelada. No leite, o binômio clássico é de 72 °C a 75 °C por 15 a 20 segundos.

Sistema de pasteurização projetado como unidade completa, como os fornecidos pela Dantherm, já sai com as seções dimensionadas para o produto e a vazão definidos, junto com bomba sanitária, tanque de equilíbrio, válvula de desvio de fluxo e painel de controle. Isso evita a situação comum de um trocador comprado separadamente que não atinge a temperatura de saída esperada.

Queda de rendimento é o primeiro sinal de problema

Quando a temperatura de saída não chega ao valor programado sem aumento no consumo de vapor ou de água quente, a causa mais comum é a incrustação de proteínas e minerais nas placas. Vazamentos externos indicam gaxetas ressecadas, deslocadas ou aperto fora da medida do fabricante.

O caso mais grave é o vazamento interno, quando uma trinca ou microfuro deixa os fluidos se misturarem. Por isso, em pasteurizadores, a pressão do lado do produto pasteurizado deve ficar acima da pressão do lado do produto cru e da água de serviço.

Limpeza diária e troca planejada de gaxetas

A limpeza CIP diária, com etapas alcalina e ácida em temperatura e concentração corretas, mantém as placas limpas entre as manutenções. Na abertura do equipamento, a inspeção com líquido penetrante ajuda a localizar trincas, e as gaxetas devem ser trocadas em conjunto, conforme um plano baseado em horas de operação e ciclos de limpeza. Na remontagem, o pacote deve ser apertado até a cota indicada na placa de identificação.

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