Diagnóstico precoce é importante para evitar complicações, como a perda definitiva de movimentos ou o surgimento de paralisias
A dor na coluna é uma das queixas mais frequentes entre os brasileiros. Segundo o Ministério da Saúde, a condição afeta cerca de 27 milhões de adultos, sendo mais prevalente entre as mulheres, que representam cerca de 21% a 24,5% dos casos.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, o problema também é um dos mais relatados em consultas médicas, atrás apenas do resfriado. A instituição estima ainda que até 80% da população mundial apresentará dor lombar em algum momento da vida.
Embora seja frequentemente associada à má postura ou ao desgaste da coluna, o incômodo na região dorsal ou lombar é um dos sinais de alerta para condições neurológicas. Quando a dor se torna persistente e vem acompanhada de outros sintomas, a investigação médica precisa ir além da estrutura óssea.
Compressão de nervos ou da medula indicam origem neurológica
Embora muitos casos sejam relacionados a problemas posturais, a dor na coluna pode ter origem neurológica. Por isso, é importante procurar avaliação especializada em casos de formigamento persistente nos braços ou pernas, dormência, perda de força muscular ou dor que irradia da coluna para os membros.
Nesses casos, a consulta com neurocirurgião da coluna é fundamental. O profissional é responsável por identificar se há compressão da medula ou das raízes nervosas e definir o tratamento mais adequado. Dependendo do diagnóstico, a abordagem pode incluir terapias conservadoras, infiltrações ou até intervenções cirúrgicas.
O diagnóstico precoce é importante para evitar complicações, como a perda permanente de movimentos ou paralisias. Além disso, identificar a causa da dor nos estágios iniciais aumenta as chances de sucesso com tratamentos menos invasivos e favorece a recuperação da qualidade de vida.
Entender esses processos também ajuda a compreender o que o neurocirurgião geral faz: avaliar doenças do sistema nervoso, indicar o tratamento mais adequado para cada caso e atuar na prevenção de sequelas neurológicas.
Dor na coluna está entre as principais causas de afastamento do trabalho
Além de comprometer a qualidade de vida, as doenças na coluna têm impacto no mercado de trabalho, tanto no Brasil quanto no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dor lombar afeta mais de 600 milhões de pessoas e é a principal causa de incapacidade em nível global.
No Brasil, o cenário também chama atenção. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que, em 2025, foram registrados quatro milhões de afastamentos do trabalho, o maior número em cinco anos. Entre as principais causas estão as doenças do sistema osteomuscular, como as dores na coluna e hérnia de disco, que figuram entre os motivos mais frequentes para a ausência do trabalhador.

