O jornalista Alex Escobar, de 51 anos, anunciou nesta quinta-feira (25) o seu desligamento da cobertura da Copa do Mundo 2026. A decisão foi comunicada pelo apresentador em suas redes sociais, dias após ele passar mal durante uma transmissão ao vivo.
Na última segunda-feira (22), enquanto participava do programa Encontro com Patrícia Poeta, Escobar demonstrou desorientação e enfrentou dificuldades para concluir uma frase. Embora tenha realizado uma bateria de exames nos Estados Unidos — que não apontaram nenhuma gravidade —, o jornalista optou por retornar ao Brasil por precaução.
“Embora nada de grave tenha sido descoberto nos exames que fiz aqui nos States, não me sinto seguro para seguir. O melhor a fazer agora é parar e resolver o B.O. Claro que fica uma frustração, estava me divertindo muito, mas estou bem”, declarou o apresentador em seu perfil no Instagram.
A publicação recebeu uma onda de apoio de amigos e colegas de profissão, como Fátima Bernardes, Glenda Kozlowski e Felipe Andreoli, que desejaram pronta recuperação ao jornalista.
O que aconteceu com o jornalista?
Na quarta-feira (24), Escobar gravou um vídeo para acalmar os seguidores e detalhar o episódio. Ele explicou que não perdeu a consciência nem teve confusão mental, mas sofreu um bloqueio temporário na fala.
“Eu simplesmente não conseguia pronunciar as palavras. É estranho, realmente. Duas semanas depois, eu estava falando normalmente. Uma loucura”, relatou. Durante o período de internação de dois dias, ele foi submetido a tomografia, ressonância magnética, testes neurológicos e exames de sangue. Como nenhum diagnóstico clínico foi fechado, o jornalista atribuiu o susto ao cansaço acumulado e ao estresse.
Alerta médico: Pico de pressão ou AVC?
O episódio envolvendo Alex Escobar acendeu um alerta na população sobre sintomas neurológicos repentinos que afetam a fala e a cognição. Casos como esse frequentemente geram dúvidas sobre a diferença entre um pico de pressão arterial e um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Segundo o cardiologista intervencionista Thiago Marinho, membro da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), a diferenciação baseada apenas nos sintomas é praticamente impossível para leigos.
Sintomas semelhantes, diagnósticos diferentes
O especialista explica que, embora a pressão alta costume ser silenciosa, picos pressóricos agudos podem mimetizar perfeitamente um quadro neurológico grave.
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Sintomas comuns a ambas as condições: Fala arrastada, confusão mental súbita e dificuldade de movimentação.
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Duração dos sintomas: Episódios ligados estritamente à pressão tendem a ser mais curtos, enquanto no AVC os sintomas costumam ser prolongados. No entanto, o médico adverte que a brevidade dos sinais não descarta um evento grave, como o AIT (Acidente Isquêmico Transitório).
AVC nem sempre causa paralisia
Um dos maiores mitos reforçados pelo especialista é o de que o AVC sempre se manifesta com a boca torta ou perda de força de um lado do corpo.
“O AVC pode comprometer áreas específicas do cérebro relacionadas exclusivamente à fala, à visão, à audição ou ao equilíbrio, sem afetar a mobilidade das pernas e braços”, alerta Marinho.
Outras causas prováveis
Além do AVC e do pico de pressão, a dificuldade repentina de falar ou a desorientação momentânea podem ser desencadeadas por:
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Hipoglicemia (queda brusca do açúcar no sangue);
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Hipotensão (pressão arterial muito baixa causando sonolência);
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Alterações metabólicas ou desequilíbrio de eletrólitos;
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Exaustão extrema e estresse agudo.
A orientação médica diante de qualquer manifestação neurológica súbita é procurar imediatamente um serviço de urgência para a realização de exames de imagem, como tomografia e ressonância, garantindo um diagnóstico seguro e rápido.

