A Justiça de Minas Gerais converteu em preventiva a prisão em flagrante de Marco Aurélio Salvino Pinto, acusado de agredir e estrangular a ex-noiva no bairro Jardim Montanhês, na Região Noroeste de Belo Horizonte. A decisão foi tomada pelo juiz Antônio Francisco Gonçalves durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (18/6).
Além de manter o agressor preso, o magistrado reclassificou o crime de lesão corporal para tentativa de feminicídio no contexto de violência doméstica.
Histórico de violência e aplicação do protocolo do CNJ
Ao fundamentar a decisão, o juiz destacou a gravidade da conduta e o histórico de violência do autor, que já possuía registros de medidas protetivas em favor da vítima. O magistrado aplicou as diretrizes do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
“A dinâmica dos fatos revela situação típica de violência doméstica reiterada (…), com histórico de agressões e escalada de risco, o que exige atuação estatal firme e eficaz”, pontuou o juiz, reforçando que a prisão cautelar é indispensável para interromper o ciclo de violência e garantir a integridade física da vítima.
Detalhes do crime no bairro Jardim Montanhês
O crime ocorreu em via pública. De acordo com o boletim de ocorrência e relatos de testemunhas à Polícia Militar, Marco Aurélio esganou a ex-noiva, desferiu socos e chutes, e golpeou o corpo da mulher repetidas vezes com a porta de um veículo até que ela perdesse as forças e não esboçasse reação.
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Socorro à vítima: A mulher foi resgatada com marcas visíveis de violência na região do pescoço e encaminhada ao Hospital Odilon Behrens, onde permaneceu em observação médica.
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Prisão e motivação: O suspeito foi localizado pela PM durante o rastreamento na região. Ao ser abordado, ele confessou as agressões públicas, alegando que a discussão foi motivada por uma dívida de R$ 20 mil.
O caso segue em tramitação na comarca de Belo Horizonte sob o número de processo de auto de prisão em flagrante 5060932-46.2026.8.13.0024.
