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Saiba quais são as principais mudanças no SEO para o e-commerce

Saiba quais são as principais mudanças no SEO para o e-commerce

Cenário de expansão do setor e mudanças no comportamento do consumidor exigem estratégia para garantir visibilidade

 

As vendas globais do e-commerce devem atingir US$ 8,1 trilhões até o final de 2026, segundo dados da plataforma Statista. Impulsionando essa demanda, 76% dos consumidores afirmam que fazem pesquisa on-line antes de adquirir produtos, conforme levantamento da HubSpot

 

O cenário é de oportunidades, mas para aproveitá-las, as empresas precisam estar atentas à concorrência, às inovações tecnológicas e ao comportamento do consumidor. O SEO para e-commerce é uma estratégia para conquistar visibilidade no ambiente digital. Entender as mudanças que têm movimentado a área é uma forma de estar à frente.

 

Agora, os mecanismos de busca são impulsionados por conteúdo gerado por Inteligência Artificial (IA). Também houve aumento do uso de métodos de descoberta multimodais, como busca visual e por voz. Assim forma de ranquear produtos e páginas virtuais mudou.

 

“Boa parte das perguntas feitas em ambiente virtual migrou para as IAs, que buscam respostas em diferentes canais. Por isso, é preciso diversificar esses canais onde uma marca está”, sugere a CEO da Experta, agência de serviços de SEO, Flávia Crizanto. 

 

“O segredo é construir autoridade temática, por meio de conteúdos profundos e conectados. O futuro da busca é multimodal, fragmentado e multicanal, e o SEO ajuda as marcas a ocuparem e dominarem esses espaços”, analisa.

O que muda no SEO para e-commerce?

O desafio para o e-commerce consiste em se manter visível e competitivo num momento em que os consumidores buscam mais a internet antes de comprar, e a concorrência no ambiente digital é maior. Por isso, é necessário entender as novidades do SEO para 2026.

 

Se antes bastava investir em palavras-chave e backlinks, por meio do auxílio de um consultor de link building, para estar bem ranqueado nas plataformas de busca, hoje, é preciso pensar também em experiência do usuário, conteúdo de qualidade, dados estruturados e integração com IA.

 

Não se trata apenas de ranquear, é preciso criar experiências digitais que encantem o consumidor e sejam encontradas pelos algoritmos. O trabalho de uma agência especializada em Digital PR pode auxiliar nesse processo, já que a combinação entre conteúdo relevante, alta performance técnica, autoridade de marca e adaptação à IA é o que diferencia lojas que avançam daquelas que seguem buscando. 

 

Confira as principais tendências do SEO para 2026, conforme informações do mercado:

1. EEAT 

Os conteúdos genéricos dão espaço àqueles que demonstram real domínio sobre determinado assunto, assinados por especialistas. Com o Google reforçando os critérios de Experiência, Expertise, Autoridade e Confiabilidade (EEAT), lojas virtuais que assinam conteúdos ganham mais credibilidade, assim como aquelas que apresentam depoimentos de clientes, exemplo de menção à marca.

 

Outro ponto que faz toda diferença é a transparência sobre política de trocas, prazo de entrega e segurança, que também ajudam no ranqueamento.

2. Search Generative Experience (SGE)

O Google passou a oferecer respostas geradas por IA diretamente na página de resultados, via Modo IA. Isso significa que, muitas vezes, o usuário já encontra uma prévia da solução antes mesmo de clicar em um site.

 

Com isso, os produtos do e-commerce precisam conter boas descrições para que apareçam nos blocos de recomendação da SGE. A ideia é oferecer conteúdo que resolva dúvidas com profundidade e tenham estrutura clara, com subtítulos, destaques, listas, comparativos e guias de passo a passo.

 

Caso a marca conte com blog, quanto mais completo ele for, maior será a chance de ser destacado pela IA. As “Perguntas Frequentes”, ou FAQ, aumentam as chances de ser encontrado, assim como aparecer no resumo gerado.

 

“Hoje, falamos em SEO de forma abrangente, a que chamamos de encontrabilidade, que é pensar o SEO para sermos encontrados por diferentes algoritmos, mecanismos de busca, IA, e mecanismos de recomendação”, explica Crizanto.

3. SEO local/regional 

O Google tem como foco oferecer resultados personalizados com base em localização, preferências e comportamentos. Com isso, marcas que oferecem ofertas personalizadas aumentam a relevância da experiência. Além disso, aplicar estratégias em anúncios de SEO local/regional auxilia a ser encontrado em buscas específicas. 

 

Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), uma dica indispensável é colocar a empresa no Google Meu Negócio. Assim, quando o usuário fizer uma busca, a chance de ela aparecer é maior, ainda mais se for uma pesquisa local sobre um nicho de atuação específico.

4. Core web vitals e velocidade em foco

Sites que demoram para carregar e com problemas estruturais não aparecem. O tempo de carregamento e a experiência mobile ganharam ainda mais peso no algoritmo nos últimos tempos.

 

A dica é otimizar páginas de produtos e oferecer layouts responsivos e navegação simples, tendo em vista que essas medidas aumentam a taxa de conversão. Navegação intuitiva terá preferência.

5. Busca conversacional e por voz

Com o crescimento de assistentes virtuais e da IA generativa, mais usuários estão pesquisando em linguagem natural, como se estivessem em uma conversa. Por isso, as marcas devem usar palavras-chave de cauda longa, considerando perguntas completas, tom de voz e estrutura de resposta direta.

6. Otimização multimodal

O SEO vai além do texto. É preciso explorar vídeos, imagens, mapas etc. Os vídeos curtos, que têm entre 30 e 90 segundos, ajudam na visibilidade.

7. Conteúdo humano x conteúdo gerado por IA

Comentários opinativos e experiência em primeira mão fazem a diferença diante de conteúdos totalmente criados por IA. Isso porque os primeiros trazem experiência pessoal e originalidade. Por isso, é preciso adicionar voz à marca, incluir depoimentos que remetem à realidade.

Tiago Silva Candido

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