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Reviravolta no Caso Orelha: Polícia Civil inocenta um dos jovens enquanto protestos tomam o país

Reviravolta no Caso Orelha: Polícia Civil inocenta um dos jovens enquanto protestos tomam o país

Investigação em Florianópolis aponta que um dos adolescentes não estava no local do crime. No domingo (1º), manifestantes foram às ruas em várias capitais pedindo leis mais severas contra maus-tratos.

O caso do cão Orelha, cuja morte chocou o Brasil no início de janeiro, ganhou novos desdobramentos jurídicos e uma forte resposta popular neste final de semana. Enquanto a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) refinava as responsabilidades dos envolvidos, milhares de pessoas se reuniram em atos públicos para clamar por justiça e mudanças na legislação de proteção animal.

Adolescente é retirado da lista de suspeitos

A Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) anunciou que um dos quatro jovens investigados não teve participação direta nos atos de crueldade. Após a análise minuciosa de câmeras de monitoramento e a apresentação de provas documentais pela família, a polícia confirmou que o jovem não estava na Praia Brava no momento do crime.

Com isso, o adolescente passa a figurar no processo apenas como testemunha. Entretanto, o cerco se fecha para os outros três menores. Além da morte de Orelha, eles são investigados por tentar afogar um segundo cachorro, o “Caramelo”, e por atos de vandalismo na região.

Brasil unido por Orelha: O domingo de manifestações

O domingo (1º) foi marcado por uma onda de indignação nacional. Em cidades como Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, manifestantes vestidos de branco e acompanhados de seus pets ocuparam avenidas principais.

  • Em Florianópolis: O ato aconteceu na Beira-Mar Norte, com cartazes pedindo que o caso não caia no esquecimento devido à idade dos infratores.

  • Pauta Legislativa: O foco central dos protestos foi o endurecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para crimes de crueldade extrema e a aplicação rigorosa da Lei Sansão (Lei 14.064/20), que embora tenha aumentado a pena para maus-tratos a cães e gatos, esbarra em limites diferenciados quando o autor é menor de idade.

O papel da DEACLE e os próximos passos

O delegado-geral Ulisses Gabriel reforçou que o objetivo é a individualização das condutas. O relatório final será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre a aplicação de medidas socioeducativas. A internação, medida mais drástica prevista no ECA, pode chegar a três anos, dependendo da gravidade e do histórico dos adolescentes.

Clayton Lima

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