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Novo líder do Irã diz que vai manter bloqueio do estreito Ormuz

Novo líder do Irã diz que vai manter bloqueio do estreito Ormuz

Ataques atingem navios mercantes no Golfo Pérsico, enquanto o Irã segue o bloqueio do estratégico estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo do mundo. Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã a partir de 28/02 miraram lideranças iranianas e mataram o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei e vários chefes militares. O Irã prometeu vingar a morte de Khamenei e lançou mísseis contra Israel e bases militares americanas, portos e aeroportos no Golfo Pérsico, atingindo países aliados dos EUA na região.

Após a morte de Khamenei, um novo líder supremo foi escolhido: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Paralelamente, Israel conduz uma campanha de bombardeios no Líbano, aprofundando o conflito no Oriente Médio. O governo israelense exige o desarmamento do Hezbollah, grupo armado alinhado ao Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu a “rendição incondicional do Irã”. Segundo ele, a ofensiva americana deve durar quatro ou mais semanas. O Irã descarta a possibilidade de se entregar. No Golfo Pérsico, empresas petrolíferas suspenderam o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, que o Irã anunciou ter fechado. A medida pode ter impactos devastadores para a economia global.

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel e a resposta do Irã:

Guerra provoca maior interrupção de petróleo da história, afirma entidade

A guerra no Oriente Médio está “criando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história”, afirmou a Agência Internacional de Energia (AIE) nesta quinta-feira (12/03). A declaração veio um dia depois de a AIE – entidade da qual fazem parte os Estados Unidos e outros 31 países industrializados – ter concordado em liberar um volume recorde de suas reservas estratégicas para compensar a escassez e a disparada nos preços da commodity.

Segundo a AIE, a oferta global deve cair 8 milhões de barris por dia em março, um volume equivalente a quase 8% da demanda mundial, devido ao bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz. O fechamento do estreito – por onde escoam 20% do petróleo mundial – foi a resposta do regime em Teerã aos bombardeios de Estados Unidos e Israel de que é alvo desde 28 de fevereiro. Antes de o conflito eclodir, a AIE previa um excedente significativo de petróleo no mercado para o primeiro trimestre de 2026. A agência, contudo, ressalva que a oferta pode aumentar em abril, à medida que alguns produtores do Golfo utilizam rotas alternativas de exportação, e ainda projeta um crescimento mais rápido que a demanda global para o ano como um todo.

Estoques no limite

Novos ataques iranianos à infraestrutura petrolífera em países do Golfo nesta quinta-feira mantiveram o preço do petróleo em um patamar relativamente alto, próximo dos 100 dólares. Iraque, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita reduziram sua produção de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris/dia em função do conflito, e sem uma retomada rápida das exportações esse número só deve aumentar, já que os estoques estão chegando ao seu limite de armazenamento, afirma a AIE.

“A produção upstream interrompida levará semanas e, em alguns casos, meses para retornar aos níveis anteriores à crise, dependendo do grau de complexidade dos campos e do tempo necessário para que trabalhadores, equipamentos e recursos retornem à região”, afirmou a agência.

Unesco confirma danos a patrimônio histórico na guerra no Oriente Médio

Bombardeios americanos e israelenses no Irã danificaram ao menos quatro sítios históricos e culturais, incluindo palácios e uma antiga mesquita, confirmou nesta quinta-feira a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em Teerã, a entidade constatou danos ao Palácio Golestan; em Isfahan, ao Palácio Chehel Sotoun e à mesquita milenar Masjed-e Jame. Também foram identificados danos a edifícios próximos do Vale Khorramabad, que inclui cinco cavernas pré-históricas e um abrigo de pedra com evidências de ocupação humana datada do milênio 63.000 a.C.

Um vídeo da agência de notícias Associated Press (AP) gravado em 3 de março mostra danos ao Palácio Golestan, com estilhaços de vidro dos tetos espelhados sobre o chão, arcadas e ornamentos quebrados, além de janelas estouradas. O edifício serviu como residência da família real persa e foi sede da Dinastia Cajar. O último xá do Irã, Mohammad Reza Pahlavi, foi coroado ali em 1969. Os locais afetados estão entre os quase 30 sítios iranianos designados como sob proteção especial na lista de Patrimônio Mundial da Unesco.

Danos também ao patrimônio cultural no Líbano e em Israel

A Unesco também listou danos a sítios culturais no Oriente Médio, entre eles a Cidade Branca em Israel e Tiro, no sul do Líbano, região alvo de uma ofensiva israelense contra a milícia Hezbollah. A Unesco afirma que forneceu antecipadamente a todas as partes envolvidas no conflito as coordenadas geográficas dos sítios históricos, “para que fossem tomadas todas as precauções possíveis para evitar danos”.

A entidade monitora outros locais “sob risco” em decorrência da guerra, especialmente na Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Chipre, Iraque, Jordânia, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Iêmen e Territórios Palestinos. “O que está acontecendo é claro para todos: nesses conflitos cada vez mais modernos, são os civis que pagam o preço, é a infraestrutura civil que paga o preço, e todos vimos a destruição de um patrimônio histórico inestimável”, disse nesta semana o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric.

Israel anuncia nova “onda de ataques” em Beirute

O Exército de Israel anunciou nesta quinta-feira uma nova “onda de ataques” contra Beirute, capital do Líbano, após lançar uma advertência a uma zona específica do centro da cidade. “As Forças de Defesa de Israel (FDI) iniciaram uma onda de ataques contra a infraestrutura terrorista do Hezbollah em Beirute”, afirmou o Exército em um breve comunicado.

Cerca de uma hora antes de anunciar a nova onda de ataques, o Exército israelense ordenou a evacuação de uma área no centro de Beirute, a primeira advertência lançada sobre o coração da capital libanesa desde o começo de suas investidas contra a milícia xiita Hezbollah, aliada do Irã. Em mensagem, o porta-voz em árabe do Exército israelense apontava como alvo do ataque um edifício próximo à Universidade Saint Joseph, localizada no bairro de Bashoura.

Governo Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12/03) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília. O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria.

Itália evacua base no Iraque

O governo da Itália anunciou que está retirando temporariamente todo o seu pessoal de uma base militar no Curdistão iraquiano que foi alvo de um ataque com drones, concluindo uma retirada que já estava em andamento. O ministro italiano da Defesa, Guido Crosetto, enfatizou que se trata de “apenas uma retirada temporária”. A retirada foi confirmada pelo ministro italiano das Relações Exteriores, Antonio Tajani, no parlamento.

Lufthansa cancela voos para Dubai até 28 de março

As companhias aéreas do grupo Lufthansa prolongaram a interrupção dos seus voos para Dubai até 28 de março, 13 dias a mais do que o previsto até agora, porque os dois aeroportos da cidade emiradense não têm capacidade suficiente e devem reduzir o número de decolagens e aterrissagens. A Lufthansa cancelou muitos voos para o Oriente Médio devido à guerra no Irã e à escalada da violência em outros países da região, que fecharam seu espaço aéreo.

Novo líder do Irã divulga 1ª mensagem e diz que estreito de Ormuz permanecerá fechado

Em seu primeiro pronunciamento, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta-feira que “o estreito de Ormuz deve permanecer fechado” e ameaçou as bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. “O estreito de Ormuz deve permanecer fechado”, disse a nova autoridade máxima política e religiosa do Irã em um comunicado lido na televisão estatal.

Mojtaba Khamenei é filho do antigo líder supremo, Ali Khamenei, que foi morto no primeiro dia dos ataques de EUA e de Israel. O novo líder afirmou que busca relações cordiais com seus vizinhos, mas que os ataques contra bases americanas continuarão. “Acreditamos na amizade com nossos vizinhos e estamos apenas atacando bases e inevitavelmente continuaremos a fazê-lo”, afirmou.

EUA já gastaram US$ 11 bilhões na guerra contra o Irã

Os primeiros seis dias da guerra em curso contra o Irã custaram cerca de 11,3 bilhões de dólares (R$ 59 bilhões) aos Estados Unidos, segundo números citados pelo jornal The New York Times. Só em munições, as forças armadas dos EUA teriam gasto 5,6 bilhões de dólares nos dois primeiros dias do conflito.

Ataques a navios e temor de guerra prolongada pressionam preço do petróleo

O preço do petróleo bruto Brent voltou a cruzar momentaneamente nesta quinta-feira (12/03) a marca de 100 dólares após os ataques iranianos que atingiram navios mercantes nas águas do Golfo Pérsico. O Iraque suspendeu todas as operações nos seus portos petrolíferos após um ataque a dois petroleiros nas proximidades. Analistas alertam que o fluxo de petróleo cada vez mais prejudicado no Golfo forçará refinarias a ajustar suas operações.

Conselho de Segurança da ONU exige que o Irã interrompa ataques a vizinhos

O Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução exigindo o fim do “ataque flagrante” do Irã contra seus vizinhos no Golfo e condenou quaisquer ações destinadas a fechar ou obstruir a navegação pelo Estreito de Ormuz. A resolução foi aprovada com 13 votos a favor; Rússia e China se abstiveram.

Dezenas de navios alemães presos no Estreito de Ormuz

Cerca de 30 navios alemães, representando mais de dez companhias marítimas, estão presos no meio da zona de guerra no Golfo Pérsico. “Os navios mercantes são embarcações civis com tripulações desarmadas e dificilmente podem se proteger contra ataques militares”, disse Carsten Duif, da VDR.

Irã exige reparações para encerrar a guerra

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, apresentou as condições para pôr fim à guerra: pagamento de reparações e garantias contra futuros ataques. Ele reafirmou que a única maneira de acabar com o conflito é reconhecer os direitos legítimos do Irã.

Países liberam reservas de petróleo para conter alta

A Agência Internacional de Energia (AIE) disse nesta quarta‑feira (11/03) que seus países‑membros vão desbloquear 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas para amenizar o impacto da guerra. Esta é a maior liberação da commodity já registrada na história da organização.

Irã não irá disputar Copa do Mundo, anuncia ministro

O ministro do Esporte iraniano descartou a participação da seleção masculina do Irã na Copa do Mundo de 2026. “Considerando que este regime corrupto assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância podemos participar”, afirmou.

Irã ataca navios no Golfo Pérsico e mira aeroporto de Dubai

Novos ataques atingiram três navios mercantes e dois drones iranianos atingiram as proximidades do Aeroporto Internacional de Dubai. A campanha do Irã inclui ataques a campos petrolíferos e refinarias em nações árabes do Golfo, visando pressionar a região em meio à guerra.

Clayton Lima

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