Condenado por tráfico mantinha laboratório de drogas em Nanuque
A Justiça de Nanuque, no Vale do Mucuri, condenou um homem a 11 anos e oito meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo crime de tráfico de drogas. A sentença foi proferida pela 1ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude da comarca.
De acordo com a decisão judicial, o réu — que estava foragido do Poder Judiciário do Estado da Bahia — mantinha um depósito e laboratório clandestino destinado à produção e preparação de substâncias ilícitas em um imóvel na cidade.
Operação policial apreendeu grande quantidade de entorpecentes
Segundo denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, o homem foi preso em 21 de maio de 2025 após denúncia anônima que levou à deflagração de uma operação policial.
No local, os agentes apreenderam:
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929 frascos com substância semelhante a crack
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1.338 recipientes com conteúdo análogo à cocaína
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Equipamentos, instrumentos e materiais utilizados na fabricação e preparo das drogas
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Embalagens em escala considerada industrial
As evidências indicaram que o imóvel funcionava como um verdadeiro centro de produção e distribuição de entorpecentes.
Defesa alegou função de vigilante, mas versão foi rejeitada
Durante o processo, o acusado afirmou que havia sido contratado apenas para “zelar pelo imóvel”, exercendo função de vigilante e sem acesso ao interior da residência.
O argumento, porém, foi afastado pela Justiça com base no conjunto probatório, que incluiu depoimentos de testemunhas, boletins de ocorrência, laudos periciais e os materiais apreendidos.
O magistrado destacou que:
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O réu tentou fugir ao avistar a polícia
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Apresentou nome falso aos agentes
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Danificou o celular para dificultar investigações
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A quantidade de drogas e a estrutura encontrada eram incompatíveis com a função alegada
Pena considerou gravidade das substâncias e situação do acusado
Ao fixar a pena, o juiz ressaltou o alto poder viciante das drogas apreendidas, o grande volume de material ilícito e o fato de o condenado já estar cumprindo pena e foragido da Justiça.
Segundo a decisão, a estrutura montada indicava atuação direta no comércio ilegal, com impacto à saúde pública e à segurança coletiva.
Processo corre sob sigilo judicial
O caso tramita em segredo de Justiça. A sentença integra ações de combate ao tráfico estruturado na região, conduzidas com apoio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
