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AMM alerta prefeitos sobre pressões em contratos da Copasa e cobra transparência na privatização

AMM alerta prefeitos sobre pressões em contratos da Copasa e cobra transparência na privatização

A Associação Mineira de Municípios emitiu um alerta aos prefeitos de Minas Gerais sobre possíveis pressões relacionadas à renovação de contratos com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais. A entidade acompanha de perto o processo de privatização da estatal e questiona a condução das negociações, especialmente quanto à prorrogação dos contratos até 2073.

Segundo a AMM, decisões dessa magnitude exigem amplo debate e análise criteriosa, considerando aspectos como qualidade dos serviços prestados e impacto das tarifas para a população. A entidade destaca que os acordos podem comprometer a realidade dos municípios por décadas.


Transparência e regras claras no processo

O presidente da AMM, Luís Eduardo Falcão, reforçou a necessidade de maior transparência nas etapas da privatização e na definição do novo modelo de gestão da companhia.

De acordo com ele, a entidade solicitou a atuação do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais para estabelecer diretrizes claras no processo. Falcão também destacou a participação da AMM nas mesas de negociação junto ao Governo de Minas e à Copasa.

“Queremos entender qual será o modelo daqui para frente. Independentemente de ser contra ou a favor da privatização, todos concordam que o serviço precisa melhorar sem pesar no bolso do mineiro”, afirmou.


Déficit de saneamento preocupa municípios

Outro ponto levantado pela entidade é a realidade enfrentada por centenas de cidades mineiras, especialmente as de pequeno porte. Segundo Falcão, cerca de 297 municípios com menos de 10 mil habitantes ainda não possuem tratamento de esgoto.

O cenário evidencia a dificuldade financeira das prefeituras em investir em infraestrutura básica, como estações de tratamento. A AMM argumenta que a concentração de recursos nas esferas federal e estadual limita a capacidade de investimento local.


Impactos a longo prazo

A associação reforça que qualquer decisão sobre a Copasa deve priorizar:

  • Melhoria efetiva nos serviços de abastecimento e saneamento
  • Tarifas acessíveis à população
  • Segurança jurídica para os municípios
  • Transparência no modelo de concessão ou privatização

A AMM segue acompanhando o processo e afirma que continuará atuando para garantir que os interesses dos municípios e da população mineira sejam preservados diante das mudanças previstas para o setor de saneamento em Minas Gerais.

Aldair dos Santos

Formado em Comunicação Empresarial pela Faculdade Pitágoras e Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo (UNITRI), em Uberlândia, o jornalista Aldair dos Santos atua há mais de 20 anos na área de Comunicação e Mídias Digitais.

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