A Mocidade Alegre exaltou a atriz Léa Garcia, com o enredo ‘Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra’. Escola se consolida como a segunda mais vitoriosa de São Paulo, atrás apenas da Vai-Vai.
A Mocidade Alegre sagrou-se campeã do carnaval de São Paulo nesta terça-feira (17), garantindo a vitória no último quesito divulgado e desempate, após uma apuração tensa no Sambódromo do Anhembi.
O 13º Título da Escola do Limão
Com 269.8, a Mocidade conquistou o 13º título, consolidando-se como a segunda escola mais vitoriosa do carnaval de São Paulo, atrás apenas da Vai-Vai.
Em segundo lugar, com apenas um décimo a menos, 269.7, ficou a Gaviões da Fiel. Em terceiro, a Dragões da Real, com 269.6. Acadêmicos do Tatuapé e Barroca Zona Sul completam o grupo das cinco primeiras, que estarão no desfile das campeãs no próximo sábado (21).
Homenagem a Léa Garcia
A Mocidade Alegre exaltou a atriz Léa Garcia, com o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”. A escola trouxe referências de seu pioneirismo e o protagonismo negro, com a atriz que fez história no país e no mundo com seus papéis, como na novela “Escrava Isaura”.
A escola do bairro do Limão foi a terceira a desfilar no sábado (14), segunda noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo. Em 2025, a Mocidade ficou em 4º lugar.
Os ex-BBBs Fred Nicácio e Thelminha integraram a comissão de frente. Após a vitória, a presidente Solange Bichara agradeceu inúmeras vezes a vitória: “Obrigada, obrigada, obrigada”.
Histórico Recente e Pontuações
A Mocidade Alegre conquistou a maioria dos 13 títulos a partir dos anos 2000. Sua última conquista foi em 2024, quando alcançou o bicampeonato após sua vitória em 2023.
Mocidade (29) e Gaviões (28) foram as escolas que mais levaram notas 10. A menor nota de toda a apuração foi um 9,4 dado à Colorado do Brás no quesito bateria.
Bastidores da Apuração
A leitura das pontuações atribuídas pelos jurados foi acompanhada apenas por diretores das escolas, convidados e profissionais da imprensa.
Durante a apuração, as notas foram lidas por quesito e a menor delas foi descartada. Ao final, as quantias foram somadas e as duas escolas que tiverem as menores pontuações totais foram rebaixadas, disputando o carnaval 2026 no Grupo de Acesso I.
As notas descartadas são sempre o primeiro critério de desempate a ser aplicado. Neste ano, “Fantasia” foi o critério de desempate utilizado para definir as campeãs e “Evolução” foi o primeiro quesito a ser lido.
Manual do Julgador
No momento em que pisam na avenida, as escolas começam o desfile com nota 10 em todas as categorias.
A partir daí, os jurados do grupo Especial – quatro de cada categoria – recebem um manual e, a cada décimo tirado, devem justificar com base no documento.
Além disso, os julgadores recebem uma pasta com o que foi planejado pela escola para comparar com o que foi apresentado durante o desfile.
Entenda os Quesitos do Júri
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Evolução: Analisa a passagem pela avenida sem buracos ou correria.
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Comissão de Frente: Julga coreografia, fantasias e obrigatoriedades de movimentos.
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Fantasia: Foca na beleza, significado e acabamento das roupas.
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Enredo: Verifica se a história foi bem contada por alas e alegorias.
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Samba-enredo: Avalia se a letra e melodia traduzem bem o tema.
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Bateria: Afinação dos instrumentos e ousadia na performance.
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Alegoria: Carros alegóricos, sua beleza e relação com o tema.
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Mestre-sala e porta-bandeira: Entrosamento, graça e vestimentas do par.
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Harmonia: Canto e integração dos componentes no ritmo.
Agremiações do Grupo Especial
No primeiro dia de desfiles, as agremiações foram:
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Mocidade Unida da Mooca, Colorado do Brás, Dragões da Real, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro, Vai-Vai e Barroca Zona Sul.
No segundo dia de apresentações, desfilaram:
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Império de Casa Verde, Águia de Ouro, Mocidade Alegre, Gaviões da Fiel, Estrela do Terceiro Milênio, Tom Maior e Camisa Verde e Branco.
