Nova lei reconhece fibromialgia como deficiência e amplia direitos no Brasil

Nova lei reconhece fibromialgia como deficiência e amplia direitos no Brasil

Pacientes com fibromialgia passaram a contar com um importante avanço legal no país. A recente regulamentação que reconhece a condição como deficiência garante respaldo jurídico e acesso a direitos que impactam diretamente o cotidiano de cerca de 6 milhões de brasileiros, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

A medida, destacada durante o mês de conscientização conhecido como Fevereiro Roxo, amplia o debate sobre a doença — antes restrito ao campo clínico — e estabelece instrumentos práticos de inclusão e assistência social.


Reconhecimento legal valida impacto funcional da doença

Caracterizada por dor crônica generalizada, fadiga intensa, distúrbios do sono e alterações cognitivas, a fibromialgia é considerada uma condição “invisível”, muitas vezes incompreendida socialmente.

Com o novo enquadramento, pacientes que comprovarem comprometimento funcional passam a ter direito, por exemplo, a:

  • Atendimento em filas preferenciais

  • Vagas reservadas em estacionamentos

  • Acesso a benefícios assistenciais e previdenciários

  • Políticas públicas voltadas à pessoa com deficiência

De acordo com o reumatologista Gabriel Caetano, professor do curso de Medicina da UniCesumar, a mudança representa um reconhecimento histórico.

“Do ponto de vista médico, o reconhecimento valoriza o impacto funcional real da doença e permite que pacientes com limitações relevantes tenham acesso a direitos que trazem dignidade e reduzem vulnerabilidades”, explica o especialista.


Como solicitar os direitos garantidos pela nova legislação

Para ter acesso aos benefícios, o paciente deve seguir alguns passos fundamentais.

✔️ 1. Obter laudo médico detalhado

O documento é essencial e deve conter:

  • Diagnóstico confirmado

  • Histórico clínico

  • Descrição das limitações funcionais

  • Exames complementares recentes

✔️ 2. Reunir documentação pessoal

São exigidos:

  • RG e CPF

  • Comprovante de residência

  • Relatórios médicos atualizados

✔️ 3. Solicitar instrumentos de identificação

Por se tratar de deficiência não visível, o recurso mais indicado é o Cordão de Girassol, utilizado para sinalizar necessidade de atendimento prioritário.

O pedido pode ser feito em:

  • CRAS

  • UBS

  • Órgãos municipais de políticas para pessoas com deficiência

✔️ 4. Buscar benefícios específicos

Dependendo do direito solicitado, o encaminhamento deve ser feito a diferentes órgãos, como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no caso de benefícios assistenciais como o BPC/LOAS.


Direitos não substituem tratamento, alertam especialistas

Apesar do avanço jurídico, médicos reforçam que o reconhecimento não elimina a necessidade de acompanhamento contínuo.

O tratamento da fibromialgia envolve:

  • Uso adequado de medicação

  • Atividade física supervisionada

  • Atenção à saúde mental

  • Mudanças no estilo de vida

“O diagnóstico não é um ponto final, mas o início de um cuidado ativo. Quando tratamento e direitos caminham juntos, o objetivo deixa de ser apenas conviver com a dor e passa a ser recuperar funcionalidade e autonomia”, destaca Caetano.


Instituição de ensino reforça papel social da medida

Com mais de três décadas de atuação educacional, a UniCesumar integra, desde 2022, o grupo Vitru Educação e reúne uma comunidade superior a 500 mil alunos, com ampla oferta de cursos presenciais e a distância em todo o país.

A instituição avalia que o reconhecimento da fibromialgia como deficiência também contribui para ampliar o debate acadêmico e formar profissionais preparados para lidar com doenças crônicas e suas repercussões sociais.


Impacto social deve ampliar inclusão e reduzir preconceito

A regulamentação representa um passo relevante na construção de políticas públicas mais inclusivas, ao tornar visível uma limitação que historicamente foi subestimada.

Especialistas apontam que o novo enquadramento tende a:

  • Reduzir estigmas relacionados à doença

  • Facilitar acesso a serviços públicos

  • Garantir proteção social a pacientes com limitações reais

  • Promover mais autonomia e qualidade de vida

Aldair dos Santos

Formado em Comunicação Empresarial pela Faculdade Pitágoras e Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo (UNITRI), em Uberlândia, o jornalista Aldair dos Santos atua há mais de 20 anos na área de Comunicação e Mídias Digitais.

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