Terça-feira, 27 de outubro de 2026
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Adolescente suspeito em caso de estupro coletivo no Rio se entrega

O adolescente de 17 anos acusado pelo estupro coletivo de uma menina em Copacabana se entregou hoje no Rio de Janeiro.

Adolescente suspeito em caso de estupro coletivo no Rio se entrega

O adolescente de 17 anos acusado pelo estupro coletivo de uma menina em Copacabana se entregou hoje no Rio de Janeiro. O adolescente se entregou na 54ª DP (Belford Roxo) no início da tarde de hoje. Ele era o único foragido de todos os apontados pela polícia no crime e agora está apreendido. Ele responderá por ato infracional análogo a estupro. Por ser adolescente, ele teve a identidade preservada. O caso corre em segredo de Justiça. Por isso, não foi possível localizar a defesa do suspeito. O espaço fica aberto a manifestações.

Para a Polícia Civil, o adolescente foi o mentor do crime, convencendo a jovem a ir até o local do estupro. Além dele, outros quatro adultos teriam participado do ato em 31 de janeiro deste ano. A internação do jovem foi decretada pela Vara de Infância e Juventude da Capital ontem. A captura foi decidida após o MP-RJ mudar de posicionamento e pedir a apreensão dele. Antes, o órgão entendia que não havia necessidade.

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Outros quatro envolvidos foram indiciados e denunciados pelo estupro coletivo da garota. Estão presos: Vitor Hugo Simonin, 18, Bruno Allegretti, 18, João Gabriel Bertho, 19, e Matheus Veríssimo, 19. Todas as prisões foram decretadas no sábado passado e eles estão apreendidos na Cadeia Pública de Benfica.

Nenhum dos réus apresentou o celular à polícia no momento da prisão, informou o delegado do caso. A corporação vai pedir a quebra de sigilo telefônico à Justiça do Rio de Janeiro, onde o caso segue em segredo de justiça. A investigação tentou obter acesso aos celulares no último sábado (28), quando foi deflagrada operação para prender os até então foragidos. A polícia foi a todos os endereços ligados aos homens, mas não encontrou os aparelhos.

Além da prisão dos réus, a polícia também havia solicitado busca e apreensão. Até o momento, não se tem decisão da Justiça para a medida. Impasse no plantão do judiciário carioca pode ter prejudicado a colheita de provas, segundo o delegado que toca a investigação.

Ângelo Lage disse que inicialmente o plantão entendeu que o caso não era urgente, cerca de uma semana após a ocorrência. Entre idas e vindas, relatou Lage, o caso saiu da vara responsável por avaliar casos de violência doméstica e foi transferido para a que trata de crianças e adolescentes — e que isso pode explicar a demora para conceder os mandados de prisão e as apreensões dos aparelhos celulares dos envolvidos.

O delegado acredita que, se na primeira semana tivessem conseguido urgência do caso por meio do judiciário, a polícia teria um “efeito surpresa”. Para a reportagem, ele explicou que, após repercussão de um caso, os envolvidos podem acabar fugindo e atuando para sumir com possíveis provas caso demore a decisão.

A defesa de João Gabriel nega que tenha havido estupro. Advogados do réu disseram que “confiam que a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia. João Gabriel nega estupro e não teve sequer a oportunidade de ser ouvido pela polícia”.

O advogado de Vitor Hugo nega que participou do crime. Ele disse que o réu, que é filho de um ex-subsecretário do governo do RJ, confirmou que estava no apartamento, mas que não tem envolvimento no estupro. “‘Não participei de nada’, foi o que ele me disse”, explicou o advogado Ângelo Máximo à imprensa na saída da delegacia.

Vitor Hugo e Matheus foram apontados como agressores em outros casos. Jovem se apresentou à polícia depois da repercussão do caso e do pedido de prisão dos envolvidos e disse que foi violentada por Vitor Hugo e outros homens que não conseguiu identificar. Outra adolescente relatou ter sido vítima de Matheus Veríssimo Zoel Martins. O contato com as defesas dos outros réus continua sendo buscado.

Uma adolescente de 17 anos procurou a polícia com sua mãe, relatando ter sido violentada por cinco pessoas. O crime aconteceu no dia 31 de janeiro em um apartamento em Copacabana. A jovem relatou que foi convidada por um adolescente com quem teria tido uma relação para se encontrarem. Ela foi ao encontro do adolescente, entrou no quarto do apartamento e passou a manter relações com ele. Ela relatou que, durante o ato, outras quatro pessoas entraram no quarto.

No momento, um adolescente disse aos outros envolvidos que tinha “desenrolado” para que eles participassem. Contudo, a jovem negou fazer sexo com eles. A menina disse à polícia que tentou sair da situação, mas que não conseguiu. Os homens a agrediram com puxões de cabelo e com golpes na região abdominal enquanto se revezavam nas agressões.

Momentos depois, já sangrando após as agressões, a vítima foi embora. Ela chegou a ser questionada se sua mãe a via sem roupas e disseram para não mostrar os hematomas e o sangramento. Horas após o ato, o adolescente enviou uma mensagem para a adolescente: “chegou bem kkkk”.

Vítimas de violência sexual não precisam registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde, mas o exame de corpo de delito só pode ser realizado com o boletim de ocorrência em mãos. O exame pode apontar provas que auxiliem na acusação durante um processo judicial, e podem ser feitos a qualquer tempo depois do crime. Mas por se tratar de provas que podem desaparecer, caso seja feito, recomenda-se que seja o mais próximo possível da data do crime.

Em casos flagrantes de violência sexual, o 190, da Polícia Militar, é o melhor número para ligar e denunciar a agressão. Policiais militares em patrulhamento também podem ser acionados. O Ligue 180 também recebe denúncias, mas não casos em flagrante, de violência doméstica, além de orientar e encaminhar o melhor serviço de acolhimento na cidade da vítima. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

Legalmente, vítimas de estupro podem buscar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para tomar medicação de prevenção de infecção sexualmente transmissível, ter atendimento psicológico e fazer interrupção da gestação legalmente. Na prática, nem todos os hospitais fazem o atendimento. Existem sites especializados que auxiliam as vítimas a encontrar unidades que realizam o aborto legal.

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