Boletim do CEPES/UFU aponta que, embora dezembro tenha registrado o fechamento de 3.120 postos, o acumulado do ano resultou em quase 2 mil novas vagas formais no município.
Por: Cristiano Alvarenga
O mercado de trabalho em Uberlândia encerrou 2025 com um cenário de contrastes marcantes. Dados divulgados nesta semana pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais (CEPES) da UFU, com base no Novo Caged, revelam que o município garantiu um saldo positivo acumulado de 1.937 novas vagas ao longo do ano. O resultado anual foi garantido mesmo diante de uma retração aguda em dezembro, que registrou o fechamento de 3.120 postos de trabalho.
A “derrubada” nos números de dezembro não indica necessariamente uma crise, mas sim uma correção sazonal já esperada por economistas. O último mês do ano é historicamente marcado pelo fim de contratos temporários abertos para as festividades e pela reorganização do planejamento produtivo das empresas para o ano seguinte.No balanço mensal de dezembro, a diferença entre admissões (9.180) e desligamentos (12.300) deixou todos os grandes setores da economia no vermelho.
O setor de Serviços foi o mais impactado, com o fechamento de 1.709 postos apenas neste mês.Comércio e Microempresas em destaqueSe dezembro puxou os índices para baixo, o desempenho acumulado entre janeiro e novembro garantiu o “azul” no fechamento do ano. O grande protagonista de 2025 foi o Comércio, que, na contramão da construção civil, acumulou um saldo positivo de 1.423 vagas nos doze meses.
Outro dado que chama a atenção na análise do CEPES é a força dos pequenos negócios. Enquanto as grandes empresas de Uberlândia registraram um saldo negativo de 1.891 vagas no ano, os MEIs e Microempresas foram responsáveis pela criação de 5.281 postos de trabalho, sustentando a vitalidade do emprego formal no município.

Salários acima da inflação
Pelo lado da renda, o trabalhador uberlandense teve um ganho real discreto. O salário médio de admissão em dezembro ficou em R$ 2.238,00. No acumulado do ano, houve uma valorização de 4,01% na média salarial de contratação, superando a inflação do período.No recorte de gênero, a desigualdade persiste: mesmo nos níveis de escolaridade mais altos (Superior e Pós-Graduação), as mulheres continuam sendo contratadas com salários inferiores aos dos homens para as mesmas qualificações. Para mais informações e dados acesse o Boletim Mensal de Emprego do CEPES/UFU.
