Bad Bunny reafirma América como continente e acena ao Brasil no Super Bowl e brasileiros vão a loucura

Bad Bunny reafirma América como continente e acena ao Brasil no Super Bowl e brasileiros vão a loucura

O show do intervalo do Super Bowl LIX, realizado na noite deste domingo (8), entrou para a história como um dos mais politizados e culturalmente impactantes das últimas décadas. O astro porto-riquenho Bad Bunny não apenas entregou hits, mas utilizou o palco de maior audiência do mundo para fincar a bandeira da identidade latina. Em uma performance carregada de simbolismo, o cantor reafirmou que a “América” é um continente inteiro, e não apenas um país, levando os fãs brasileiros ao delírio com uma menção direta.

Identidade Latina e o Conceito de “América”

No ápice da apresentação, Bad Bunny subverteu a ideia tradicional de que o termo “América” se refere exclusivamente aos Estados Unidos. Em um momento coreografado e emocionante, seus dançarinos invadiram o campo carregando bandeiras de todos os países da região. Enquanto os pavilhões tremulavam, o cantor elencava as nações:

  • Aceno ao Brasil: O artista mandou um “salve” especial para o Brasil, além de citar México e Chile.

  • Nomenclatura: Ele fez questão de chamar os Estados Unidos pelo nome oficial, reforçando a união de todo o continente americano.

  • Língua Corrente: O espanhol foi o idioma dominante durante todo o show, reforçando a soberania cultural latina em solo estadunidense.

Convidados de Peso e Representatividade

O espetáculo contou com uma infraestrutura cinematográfica, reproduzindo uma casa cenográfica no centro do gramado, onde Bad Bunny recebeu ícones da cultura hispânica. A lista de convidados incluiu nomes como Pedro Pascal, Becky G, Cardi B, Jessica Alba e o lendário Ricky Martin.

Um dos grandes destaques foi a participação de Lady Gaga. A convidada surpresa apresentou o hit “Die With a Smile”, mas em uma versão inédita: com ritmo latino e arranjos que fugiram totalmente do original em inglês, adaptando-se à estética sonora proposta por Bad Bunny. Além disso, o cantor entregou uma estatueta do Grammy a um garotinho porto-riquenho, celebrando o fato de seu disco “Debí Tirar Más Fotos” ser o primeiro em espanhol a vencer a categoria de Álbum do Ano.

Críticas de Donald Trump e Posicionamento Político

A escolha de Bad Bunny para o evento não foi isenta de polêmicas políticas. No ano passado, o presidente Donald Trump criticou duramente a NFL pela decisão, afirmando que “nunca tinha ouvido falar” do artista e classificando a contratação como “ridícula”.

Crítico notório do ICE (serviço de imigração americano), Bad Bunny respondeu às críticas com arte. Sem citar nomes diretamente, ele utilizou a música e a ocupação do espaço público para manifestar seu descontentamento com as políticas migratórias e reafirmar o orgulho de suas raízes. A recepção do público, especialmente dos imigrantes e da comunidade latina global, consolidou o show como um marco de resistência e celebração.

Clayton Lima

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