Trata-se de um processo fundamental para a personalização do atendimento e para a definição das melhores abordagens

O Brasil realiza, anualmente, mais de 3,1 milhões de intervenções, incluindo cirurgias plásticas e procedimentos minimamente invasivos. O dado da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) confirma que o país está entre os primeiros na lista global.
Quem procura clínica ou consultório é movido pelo desejo ou necessidade de mudar algo em sua aparência, a fim de melhorar a autoestima, alcançar bem-estar ou qualidade de vida. Mas, antes mesmo das intervenções, os pacientes devem passar por avaliação estética, processo que irá orientar quanto aos tratamentos adequados. Para pacientes que se queixam, por exemplo, de acne, estrias e cicatrizes, o laser Chrome pode ser uma boa indicação, mas é necessário analisar caso a caso.
“A avaliação estética fornece ao paciente informações detalhadas sobre as condições da pele e do corpo, como flacidez, qualidade da pele, gordura localizada e sinais de envelhecimento. A partir dessa análise, o profissional indica os tratamentos mais adequados, define expectativas realistas e constrói um plano personalizado, seguro e eficaz”, explica a coordenadora do Suporte Clínico MedSystems, Raquel Nato.
Além da análise da área do corpo ou rosto que será tratada, é considerado o histórico de saúde do paciente. O momento da avaliação também pode ser a oportunidade de o profissional compreender os desejos ou necessidades do paciente e avaliar outros fatores que podem interferir no plano de tratamento.
Trata-se de um processo fundamental para a personalização do atendimento e para a definição das melhores abordagens, assim como garante a escolha de procedimentos seguros e eficazes, entre eles, o Youlaser Prime.
Como a avaliação estética orienta as decisões do paciente
A avaliação estética, realizada na primeira consulta, fortalece o vínculo com o paciente e garante que os resultados estejam alinhados com as reais necessidades e expectativas.
Na consulta, o profissional deve considerar diversos fatores, como idade, tipo de pele e grau de envelhecimento.
Para exemplificar, o dermatologista Matheus Rodrigues aponta as diferenças entre a pele jovem e a pele madura. Segundo ele, a pele jovem tem alta quantidade e qualidade de fibroblastos, que produzem uma densa matriz de colágeno e elastina, auxiliando na firmeza e na textura da pele.
“Além disso, em uma pele jovem, temos uma alta renovação celular, associada a uma matriz extracelular de ácido hialurônico e outras proteínas. Com o passar dos anos, perdemos densidade e qualidade de fibras de colágeno e elastinas, surgindo, então, poros dilatados, perda da qualidade e da textura e algumas rugas e linhas finas”, explica Rodrigues. A avaliação estética auxilia a definir o tipo de tratamento ideal para diferentes tipos de pele.
A primeira etapa da avaliação estética é a ficha de anamnese, que auxilia na obtenção de informações detalhadas sobre o paciente. É por meio dela que o profissional identifica queixas, dúvidas e contra indicações, assim como fatores que possam ocasionar complicações durante a realização do procedimento, como alergias a medicamentos, por exemplo.
Os exames físicos fazem parte da segunda etapa. Esses exames podem se dividir em avaliação estética facial, avaliação estética capilar e avaliação estética corporal. Em alguns casos, exames laboratoriais podem ser solicitados.
A terceira etapa da avaliação inclui a fotodocumentação, que é o registro fotográfico de todas as etapas do tratamento. A fotodocumentação funciona como material de apoio para o planejamento, execução e acompanhamento da evolução do paciente. Ela auxilia o paciente na percepção dos resultados do procedimento, principalmente na avaliação do antes e depois.
Na avaliação, o profissional deve analisar cada caso e entender as possíveis limitações dos procedimentos, explicando ao paciente o que é possível alcançar. “Como cirurgião plástico, a minha missão sempre foi proporcionar aos meus pacientes os melhores tratamentos, que vão elevar a autoestima e aumentar a satisfação delas com a própria imagem”, destaca o cirurgião plástico e médico parceiro da MedSystems, Fernando Froes.
Anamnese digital e IA
A digitalização da ficha de anamnese é uma tendência crescente, especialmente em clínicas que adotam prontuários eletrônicos e atendimentos por telemedicina. A anamnese digital está prevista na Estratégia Global de Saúde Digital 2020-2025 da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Entre os benefícios estão: otimização de tempo; armazenamento seguro e organizado, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD); integração com fotos e imagens clínicas; acesso rápido ao histórico do paciente; redução de erros manuais; e automatização de alertas de contraindicação.
Além disso, o uso de inteligência artificial na análise de dados pode auxiliar na tomada de decisões mais precisas e na personalização do tratamento.
Quem pode realizar procedimento estético?
De acordo com a legislação brasileira e as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), procedimentos estéticos devem ser realizados por profissionais da saúde habilitados e autorizados por lei.
Entre os dispositivos legais, a Lei nº 12.514/2011, que estabelece normas sobre os serviços de saúde e define que os procedimentos estéticos devem ser realizados por profissionais legalmente habilitados; a resolução CFM nº 1.975/2011, que define as normas éticas para a realização de procedimentos estéticos por médicos; e a resolução CFM nº 1.978/2012, que dispõe sobre a qualificação necessária para a realização de procedimentos estéticos por outros profissionais da saúde, como dentistas e biomédicos.
Médicos
Os especialistas em cirurgia plástica são os únicos profissionais habilitados para realizar cirurgias estéticas, como abdominoplastia, rinoplastia e lipoaspiração. Médicos de outras especialidades podem realizar procedimentos estéticos não invasivos, como botox, preenchimento facial e peelings químicos, desde que sejam devidamente qualificados e tenham realizado cursos específicos na área.
Dentistas
Especialistas em odontologia estética estão habilitados para realizar procedimentos estéticos como clareamento dental, colocação de lentes de contato e aplicação de botox na região facial. Dentistas de outras especialidades podem realizar alguns procedimentos estéticos simples, como remoção de tártaro e clareamento dental superficial, desde que sejam devidamente qualificados.
Biomédicos
Os especialistas em biomedicina estética podem realizar procedimentos estéticos não invasivos, como intradermoterapia, carboxiterapia e fotodepilação, desde que sejam qualificados e tenham realizado cursos específicos na área.
Esteticistas
Técnicos em estética não estão legalmente habilitados para realizar procedimentos estéticos invasivos, como botox, preenchimento facial e peelings químicos. Entretanto, se possuírem curso de especialização, é permitida a aplicação de injetáveis por esteticistas.
Entre os procedimentos autorizados estão os estéticos superficiais, como limpeza de pele, massagens faciais e aplicação de máscaras, desde que os profissionais sejam qualificados e tenham realizado cursos.
