Operação dos EUA contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro na madrugada deste sábado provoca condenações globais e alerta por instabilidade na América Latina.
Caracas, Venezuela — Na madrugada deste sábado (3), a Venezuela viveu uma escalada sem precedentes nas relações com os Estados Unidos: explosões foram ouvidas em Caracas e em vários estados, após uma operação militar norte-americana que, segundo o governo dos EUA, resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
De acordo com declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a ação foi um “ataque em larga escala” contra alvos no território venezuelano, levando à detenção do chefe de Estado e à sua retirada do país. Ainda não há confirmação oficial independente sobre o destino final de Maduro e Flores.
Agressão Militar e Estado de Emergência
O governo venezuelano denunciou formalmente a ofensiva como uma “agressão militar” e uma violação flagrante da soberania nacional. Autoridades venezuelanas afirmaram que explosões atingiram tanto alvos civis quanto instalações militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O país declarou estado de emergência nacional em resposta aos ataques.
Reações Internacionais e Tensão Geopolítica
A resposta global à operação foi imediata e amplamente crítica. Rússia, Irã e países latino-americanos condenaram a ação, classificando-a como uma violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. México, Colômbia, Chile e Uruguai pediram respeito à soberania venezuelana e soluções pacíficas por meio do diálogo.
A crise já provoca intenso debate diplomático sobre os limites da intervenção militar e a estabilidade da região. A Organização das Nações Unidas pode ser chamada a discutir a situação no Conselho de Segurança, conforme pressionam aliados da Venezuela.
Contexto e Perspectivas
A confrontação marca uma das ações militares mais dramáticas envolvendo os Estados Unidos na América Latina em décadas, refletindo tensões acumuladas em temas como narcotráfico, eleições controversas na Venezuela e disputas por recursos naturais. A operação intensificou debates sobre a legalidade de intervenções externas em conflitos internos de outros países, especialmente na região.
A situação permanece em desenvolvimento, com possíveis desdobramentos políticos, humanitários e econômicos esperados nas próximas horas e dias.
