Homenagem a Lula não salva Niterói do descenso
A trajetória da Acadêmicos de Niterói no Grupo Especial em 2026 chegou ao fim de forma melancólica. Após um desfile que dividiu opiniões pelo forte viés político, a escola foi punida pelo júri técnico da Liesa em quesitos fundamentais, resultando no seu rebaixamento para a Série Ouro do próximo ano.
O enredo, que focava na resiliência do povo brasileiro através da figura de Lula, foi elogiado pela crítica pela coragem narrativa, mas a prática na Avenida deixou a desejar. A escola enfrentou dificuldades que as gigantes do Rio, como a campeã Viradouro, já aprenderam a dominar com maestria técnica.
Os gargalos do desfile niteroiense
A apuração detalhada mostrou que os maiores carrascos da escola foram os quesitos visuais. Conforme o Manual do Julgador, a escola perdeu pontos valiosos em:
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Concepção e Realização: Os carros, embora narrassem bem a história do ABC Paulista e do Palácio do Planalto, careciam da grandiosidade estética necessária para competir com o alto investimento das rivais.
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Harmonia Vocal: O canto da escola oscilou durante o desfile. Em alguns trechos, o samba-enredo não era entoado com a força necessária pela comunidade, o que foi penalizado nos subquesitos de fluência sonora.
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Comissão de Frente: Apesar de uma apresentação emocionante, um erro de sincronia no uso de tripés cenográficos foi notado por três dos quatro módulos de jurados.
O futuro da agremiação
A diretoria da Acadêmicos de Niterói agora terá o desafio de se reestruturar financeiramente e artisticamente. O rebaixamento serve como um alerta sobre o nível de exigência da elite do samba carioca, onde o erro técnico, por menor que seja, anula qualquer potência temática.
A escola retorna para a Série Ouro com o aprendizado de um ano intenso e a promessa de lutar pelo acesso imediato. Enquanto isso, o Carnaval do Rio celebra sua campeã e se despede da escola que ousou levar a política partidária para o centro do espetáculo, mas sucumbiu diante das réguas e compassos do julgamento oficial.
